temperatura

Com impiedosos raios
O sol me arde os olhos
Faz tudo ficar azulado
Me queima a pele
Derrete-me o cérebro
Cria um desgasto

Com gélida indiferença
Você me frita a mente
Distorce os fatos
Carboniza meus brios
Incendeia-me o juízo
Gera um desgosto

É por essas e outras que eu preciso de calor.

Eu, incorrigível

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Eu tento e eles não deixam… queria eu não ser eu… queria eu! Há tempos se foi todo o tormento e mesmo não me afetando, afeta.
Choro, então! Mas… supero verdadeiramente! Vinis, movie art, canções perdidas dos anos não vividos e personas gratas que me dão sorrisos… me fazem ser o eu de sempre! Mas… melhor!
Eu tenho algo que move o meu sangue e que me faz ter um espírito que não cansa de lutar… de ansiar…
Mesmo na dor, minha alma dança e sonha e canta e ama e beija… É suave, pura, caridosa…
Tento parar… não deixam! Não quero! Derroto meus instintos maus e sigo com o que sei fazer melhor: olhar com ternura quem não conheço…
E amar com devoção e candura extrema quem eu já amava…
Para Cássio Augusto e Luiz Lampreia

Eu tento e eles não deixam… queria eu não ser eu… queria eu! Há tempos se foi todo o tormento e mesmo não me afetando, afeta.

Choro, então! Mas… supero verdadeiramente! Vinis, movie art, canções perdidas dos anos não vividos e personas gratas que me dão sorrisos… me fazem ser o eu de sempre! Mas… melhor!

Eu tenho algo que move o meu sangue e que me faz ter um espírito que não cansa de lutar… de ansiar…

Mesmo na dor, minha alma dança e sonha e canta e ama e beija… É suave, pura, caridosa…

Tento parar… não deixam! Não quero! Derroto meus instintos maus e sigo com o que sei fazer melhor: olhar com ternura quem não conheço…

E amar com devoção e candura extrema quem eu já amava.

Butterfly’s Dress

 

estava para sair de casa, quando ela pousou no tecido 
florido esvoaçante.
Pensou em ir embora, ignorar a borboleta que idolatrava 
flores de mentira e seguir com sua jornada metódica e 
sem paixões à vista.
Mas, amante que era, não resistiu ao par de asas negras 
e pontos cor-de-rosa, iguais ao tecido do vestido com 
aroma de amaciante.
Sorriu, largou os livros e exalando perfume de flores 
exóticas, correu e buscou a sua “prendedora de almas”, 
que capturava mais a alma de sua dona do que a de qualquer outro ser.
Os olhos fixos dela na borboleta e da borboleta no 
tecido florido, fizeram da tarde, aparentemente 
perdida, a tarde mais rica de sua vida nas últimas 
tardes de verão arrasador.
O momento fez-se arte. Arte da luz, da literatura, da vida… do amor.

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E estava para sair de casa, quando ela pousou no tecido florido esvoaçante.

Pensou em ir embora, ignorar a borboleta que idolatrava flores de mentira e seguir com sua jornada metódica e sem paixões à vista.

Mas, amante que era, não resistiu ao par de asas negras e pontos cor-de-rosa, iguais ao tecido do vestido com aroma de amaciante.

Sorriu, largou os livros e exalando perfume de flores exóticas, correu e buscou a sua “prendedora de almas”, que capturava mais sua própria alma do que a de qualquer outro ser.

Os olhos fixos da moça na borboleta e da borboleta no tecido florido, fizeram da tarde, aparentemente perdida, a tarde mais rica de sua vida nas últimas tardes de verão arrasador.

O momento fez-se arte. Arte da luz, da literatura, da vida… Arte, enfim, do puro amor.