Na guerra sempre há uma reflexão, mesmo que a guerra seja de camisetas

Aviso: Rhett McLaughlin e Link Neal formam uma dupla nada convencional e excessivamente criativa.

Daí, o que se esperar de dois caras que resolvem travar uma guerra utilizando como instrumentos de “combate” 222 camisetas e um extintor de incêndio?

Utilizando a técnica de stop motion, os rapazes da Carolina do Norte travaram uma disputa que, na verdade, é uma bela estratégia de marketing viral para vender camisetas.

T-shirt War mostra como você pode chamar a atenção para um produto, sem ser agressivo. O resultado disso foi que, em poucos dias, o estoque das camisetas mostradas no vídeo esgotou, além do feedback super positivo que os caras conseguiram dos usuários de redes sociais.

Confira o vídeo com direção e edição de Joe Penna:

Peraê, não acabou. Eu caí numa reflexão publicitária.

A questão é que eu cansei de ver meu professor de Comunicação e Marketing, Mr. Beto Carratore, dizer que, para fazer alguém comprar um produto, você tem que deixar de ver o produto e olhar o cliente.

Certo, mas e aí? Olhando para o consumidor, você identifica as necessidades deles e consegue se destacar entre produtos do mesmo segmento. Por que? Porque se as pessoas buscassem só produtos, elas comprariam qualquer um, mas o que elas querem é suprir uma necessidade através do consumo de um produto/serviço. Estou repetitiva, eu sei, mas é desse jeito mesmo.

Tá. Isso é lição básica de marketing, enfim. O que quero dizer, é que as pessoas não buscam em camisetas, calças, sapatos etc uma roupa, simplesmente. Quem consome um produto tipo “conceitual” busca mais que uma vestimenta, ele/ela busca status, pois quer se destacar, quer que o estilo defina personalidade e o diferencie na multidão, mesmo que a multidão use a mesma coisa.

A roupa, hoje, é considerada por alguns um cartão de visita (para mim, só perde pro sorriso). Portanto, muitas vezes não é a marca, mas o conceito que ela adota que atrai pessoas. Sendo assim, o que nós, consumidores e consumistas, queremos é adaptar o ditado “diga-me com quem andas que te direi quem és” para “diga-me o que consomes que eu te direi quem és”.

Reflexão breve encerrada, gostaria de opiniões que fundamentem ou derrubem meus argumentos acima.

*Clique aqui para ver o making-of do vídeo.

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