Quando a ausência não importa

Não nasci na época certa e nem vivi o tempo suficiente para ler o ideal até conhecê-lo e entendê-lo. Se bem que mitos jamais poderão ser entendidos.

John Lennon

John

Lennon

Sem ponto, porque o ponto é o sinal de encerramento, palavra que nunca combinou com o John. Isso eu sei, você sabe, seu primo distante sabe e quem ainda não nasceu um dia vai saber. Porque mito não se explica, só se admira. E permanece eterno.

29 anos, Mark Chapman decidiu que uma voz tinha mais poder do que muitas. Inspirado em O Apanhador no Campo de Centeio (J.D. Salinger) ou pela CIA, acabou com a luta pacífica do menino de Liverpool.

Eu nasci em meio a Beatles, psicodelismo e Yeah Yeah Yeahs. Sou herdeira de uma discografia completa em vinil dos Beatles, que minha mãe fez o favor de devolver para o dono (meu pai imperfeito) quando cortaram relações definitivamente. Grande perda. A cada vez que ela me repete esse infortúnio, penso que honestidade tem limite. Até porque eles eram meus por direito, sou a única (filha) que cultiva a paixão beatlemaníaca.

Eu casaria com o Paul. Sempre o achei mais doce, poético e romântico. Mas Lennon, com toda certeza, seria um grande amigo. Dos melhores. O cúmplice nas discussões idealistas para salvar o mundo. Do tipo que me faria ter a certeza de que, sozinha, eu ordenaria a baderna em que vivemos. Sozinha não, ao lado dele.

E juro que não sou louca, mas hoje pela manhã, ouvindo o álbum Band On The Run do McCartney & Wings, maravilha de 1973, e olhando pela janela do ônibus, me senti mais saudosista que o normal e pensei sobre a morte de Lennon. Não lembrava a data, juro. Chego no trabalho, leio o Twitter e vejo o Eduardo Pereira (@eduasp) comentando sobre. Na hora pensei: “conexão espiritual?” Não duvido. A música, a arte e o espírito sonhador incorrigível estão em mim. E Lennon, onde estiver, deve saber disso.

Vou esperar Nowhere Boy, filme de Matt Greenhalgh sobre a juventude problemática de John, porque o que me resta é tentar alcançá-lo em todas as oportunidades: livros, discos, fotografias, filmes e sonhos…

Thanks for all the dream, John…

5 pensamentos sobre “Quando a ausência não importa

  1. Se existe um “O”, esse é “O” artista. O mais provável é que ele não seja o único, mas é um dos sinônimos desse ideal de um “deus”, de um “insuperável” ou pelo menos “intocável” da arte.
    Working Class Hero.
    Eu me lembro de um filme semelhante a esse que assisti em dvd, com algumas cenas mostrando como ele era um garanhão, outras brigando com Paul, outras bebendo em Strawberry Fields… forever!

  2. Nunca neguei que sempre preferi Lennon ao ponto de condenar algumas (várias) atitudes de Paul… Lennon é e talvez sempre seja – para a maioria das pessoas no mundo – uma mente fascinante e incompreendida. Pelo menos para mim o fascínio é compreendido… Fascínio este que cresce a cada página que lida da obra de Philip Norman sobre John… Desde antes do nascimento ao pós-morte – recomendo. Fiquei feliz ao vir aqui e achar esse post sobre um dos meus (e talvez o maior deles) ídolos.
    ^^

  3. Linda mensagem *-* o John merece..
    AAaah…akele MArk fdp tenho uma raiva dele..acabou com todos os sonhos..Maaaaas John ainda continua vivo na chama acesa de nossos corações..! simplesmente foi e sempre será O CARA! Sobre a descografia..pede de natal😀 OSkoaksoASkoAKSoakoskAOSk

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