Rock n’ Polli

rock

Jeans, blusa branca, cabelos curtos e vermelhos, cara fechada, All Star no pé. Ideais extremistas, repúdio ao Mc Donalds e a tudo que tivesse ligação direta ou indireta com os EUA (besta eu, pensava que All Star vinha de onde?). Milhares de decepções amorosas. Um poço de hormônios “aborrescentes”. Eu aos 16 anos.

O meu refúgio único: o Rock. Não importava se era clássico, progressivo, psicodélico ou heavy metal. Era de rock que eu gostava. E era nele que eu me protegia.

473556_84281517Na verdade, nem sabia que existiam tantas divisões. Até hoje não as conheço muito bem. Eu me ligava na MTV e pronto, o resto do mundo podia acabar. Aliás, os males do mundo. Porque, naquela época, eu tinha certeza de que podia mudar o mundo para melhor.

Era eu e a Tv, ou melhor, o rock. Guitarras, baixos, baterias ferozes… E eu ali, tentado vencer minha insegurança disfarçada de timidez ao arriscar batidas em instrumentos invisíveis para ver se conseguia ter algum ritmo.

legiao-urbana-02Primeiro, as melodias suaves e letras trabalhadas de Legião Urbana. Depois, Paralamas do Sucesso por influência de Legião e da minha mãe, que curtia o rock nacional há tempos.

Aí eu migrei para os Beatles. E me apaixonei mais ainda. O álbum One (aquele da capa vermelha com o número 1 amarelo) não saía mais do player.

beatlesAs batidas agressivas de Metallica e do Iron Maiden só vieram em tempos de rebeldia extrema. Eu que eu já odiava com todas as forças tudo ao meu redor.

Voltei ao nacional. O espírito “Pátria Amada Brasil” tomou conta e escutar rock estrangeiro, mesmo que bom, era inadimissível. Afinal, bandas boas nós também tínhamos. Aí vieram RPM, com suas críticas a política nacional e batidas sensuais à la “Olhar 43”; Jota Quest, algo mais romântico e inúmeras que empolgavam apenas com alguns hits do momento, ou seja, aqueles que figurassem a lista das demais mais do Disk MTV.

Amadurecimento chegando e umas batidas anos 50 me fizeram fã dos meninos despenteados e de calças justas do The Strokes. Me apaixonei pela voz rouca e pelo olhar perdido de Julian Casablancas. Pronto. Nunca mais saiu da minha play list, além de me trazer de volta ao rock dos gringos.strokes

U2 e Greenday vieram para reforçar meu lado ativista-futura-militante-do-Greenpeace. Épocas de briga por reciclagem, por diminuição do lixo nas ruas, por economia da água. Mudança de hábitos. Papéis reciclados entraram na minha vida, assim como um espírito humanitário jamais visto e uma vida quase zen-natureba. Fiquei politizada.album-U2-War

Recentemente, com a faculdade e a mente aberta pela convivência com indivíduos das mais variadas estirpes, se assim posso dizer, migrei para o Rock Folk, Bod Dylan tá ganhando seu espaço.

Franz Ferdinand veio com o indie rock embalar um amor êxtase. Little Joy, acalmou os ânimos de uma solteirice forçada, mas necessária. Elvis Presley… sempre esteve aqui, Rockabilly babe!the-king-elvis-presley

Bom, nesse Dia Mundial do Rock eu não poderia deixar de falar sobre algo que acompanhou toda a minha vida, para o bem e para o mal. Como dizem, rock não é apenas música, é um estilo de vida.

E viva o Rock. Na veia. Na alma. Na eternidade. \o/

8 pensamentos sobre “Rock n’ Polli

  1. Ah… nem posso negar em dizer que passei por coisas parecidas com essas…

    Mas no final das contas, um dia eu me virei e vi que meu problema/solução era com a música, e nem com o rock.

    Aí eu virei Jazz.

    ;.]

  2. Ai ai… essa adorável PIMBA e suas “miliumas” facetas. Viva a budega, viva a Polliana, viva o Rock, e – como senti falta- VIVA LA VIDA! [por sinal um excelente album da trupe do Chris Martin!] #fikdik

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