Videoclipes e o Rei do Pop

michael_jackson

Uma das coisas que mais detesto na música é clipe com reprodução de show. Nossa, não sei o que é, mas me dá uma agoniada fora do comum. Não suporto assistir, troco logo de canal e pronto. Se não fizer isso, tenho que sair de frente da TV. É algo superior ao meu controle, acho chato.

A presença de ruídos da platéia, o som sem a proteção do estúdio, refrões cortados, enfeites que os vocalistas gostam de fazer quando esquecem a letra, solos de guitarra estendidos… enfim, todos os elementos característicos de shows, para mim só combinam ali, no instante da adrenalina, no meio da galera, com o suor, a gritaria, o devaneio da dança, do canto, da paixão pela música.

Em clipe não funciona, é desestimulante. Você assiste um clipe geralmente num barzinho ou em casa. Nessas ocasiões, creio eu, é meio estranho sair pulando e cantando. Bom, se tiver esse hábito, legal pra você que é corajoso e não liga pra as críticas. Mas não dá nem vontade. A atmosfera não permite. Então? Tudo bem, às vezes até empolga, mas nem sempre. E enjooa mais rápido do que um superproduzido.

Não custa nada fazer uma historinha e jogar a música. Diverte, mostra a capacidade criativa das bandas ao inovar. Claro que clipes são feitos por uma equipe contratada para esse fim, mas a banda, o cantor, vai ter que atuar de alguma forma.

A vontade de analisar as performances prende, estimula nosso senso crítico e nos faz compreender até o estilo musical de quem canta. Sem contar que é uma mistura pra lá de gostosa de duas grandes artes, a música e o cinema. Digo, pois tem muitos que beiram a superproduções cinematográficas.

Para mim, tudo que pode integrar as diversas manifestações artísticas vale. Arte é algo que sempre se renova, não gosto quando tudo cai na mesmice.

Sou fã de clipe produzidos, eis a questão. E devo essa felicidade ao saudoso Michael Jackson. Eu sei que muita gente não suporta mais ouvir falar nele, mas temos que admitir, é um assunto que vai durar muito.

Eu não podia deixar passar. Nunca fui fã do Michael, mas sempre admirei a capacidade musical que ele tinha. E o fato dele ter reinventado a música e, principalmente, o videoclipe, já me faz gostar dele de alguma forma. Aliás, eu até me arrependo de não ter acompanhado mais do trabalho dele. Sempre foi algo superficial, o básico do básico.

Entristeci com sua morte. Foi algo estranho. Não que eu achasse que ele não morreria, mas é sinistro ouvir que alguém tão presente morreu.

Eu sempre tive pena do Jackson. Por toda sua trajetória de problemas. Mas não quero lembrar dele assim. Prefiro lembrá-lo através do Moonwalk. Nem que eu dedique minha vida a tentar aprender esse passo, eu vou conseguir. E, também, através de Billie Jean, a minha preferida entre todos os seus singles.

Aliás, é com ela que eu fecho essa minha homenagem ao Rei do Pop. Billie Jean em dose dupla. Com o Michael e numa versão bem bacana (num show, contraditoriamente) da Krezip, uma banda alemã.

A clássica

A alternativa

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