Yes, we can!

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Sempre fui meio avessa aos Estados Unidos da América. Principalmente no auge da crise existencial “ninguém me ama, ninguém me quer, eu sou um lixo que o mundo repudia” dos meus 16 anos.

Odiava o idioma inglês, Mc Donalds, bandinhas pop americanas, as cores azul vermelho e branco. Até as produções cinematográficas me incomodovam um pouco, e olhem quem eu amo cinema (meu pré-projeto de monografia é sobre isso), resistia para assistir, mas acabava cedendo. A única coisa americana que eu aturava (mentira, amava) era o All Star. Aliás, nem gostava de pensar que ele era invenção dos filhos do Tio Sam.

Amadurecimento foi chegando, revoltas de adolescente passando e o repúdio excessivo pelos EUA sumindo, apesar das irritações continuarem a cada aparição do ex-presidente Bush.

Mas… eis que surge Barack Hussein Obama II. No começo tinha certeza de que os americanos, com seu preconceito incurável que faz dos EUA um país dividido em cores, não deixariam Obama ir muito longe. Estava enganada, admito. E nunca fui tão feliz por isso.

Yes, we can!

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Obama materializou o sonho de igualdade de um mundo inteiro, não apenas do povo norte-americano. Sim, porque se eles escolheram Obama para governar sua terra é porque eles pensam em igualdade de fato.

A esperança de um mundo mais justo, pessoas mais unidas e conscientes voltou a minha realidade, pois há tempos pensava nisso como uma utopia do meu espírito sonhador-revolucionário.

Obama foi o americano que me fez chorar, foi quem me fez olhar para os Estados Unidos não como um inimigo mundial, mas como um país que precisa de uma chance, uma nação que ainda tem conserto. E assim, comecei a acreditar que sim, nós podemos! Na verdade, sempre achei isso, mas a vitória de Barack em uma época tão conturbada (crises econômicas, desigualdades sociais, aquecimento global, guerras…) só me fez estar certa de que, quando se quer muito algo, pode-se fazê-lo.

Ontem, Obama completou 100 dias de Governo. Entre as suas principais ações, mudar as políticas autoritárias e excludentes de Bush, reduzindo as tropas no Iraque e o encerramento da prisão de Guantánamo, já são um ótimo começo. Além disso, o presidente vem mostrando sua preocupação com as causas ambientais.

Há aqueles que o consideram um projeto de marketing bem feito, que em breve ele se mostrará idêntico aos outros. Não posso ter certeza, mas vejo Obama como uma cara bem intencionado, um grande líder, um político esperto que sabe o que faz e que quer o melhor para o seu país. Obama é o ícone de uma geração que quer mudar o mundo. E pode. Ele entrou para a história por nos fazer acreditar. E isso nenhum desconhecido (americano) fez por mim.

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